sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Mulher Maravilha...


Desde criança conheci uma Mulher Maravilha que usava uma colan especial, com o seu corpo e a sua beleza indefectível, era uma semi-deusa e possuía super poderes. Entretanto com o passar dos anos e com o amadurecimento, percebi que a "Mulher Maravilha" estava mais próxima da minha realidade do que eu supunha crer.
Pesquisando um pouco sobre as nossas atuais Mulheres Maravilhas me deparei com esse texto maravilhoso:
"Mamãe e Papai estavam assistindo a TV quando Mamãe falou, “Estou cansada e está ficando tarde. Acho que vou p’ra cama”.

Ela foi para a cozinha e fez sanduíches para os lanches do próximo dia. Lavou alguns copos, escolheu o feijão e o arroz, encheu o açucareiro, pôs a mesa para o café da manhã, tirou a carne do congelador para o jantar, e colocou o café ao lado da cafeteira. Estendeu algumas roupas molhadas, ligou a máquina de lavar, passou ferro numa camisa e ainda pregou um botão.

Guardou as peças do jogo abandonado na mesa, apanhou duas revistinhas, devolveu o telefone sem fio à base e colocou a agenda telefônica na gaveta. Aguou algumas plantas, esvaziou o cesto de lixo e pendurou uma toalha.

Bocejou e espreguiçou-se, e continuou em direção ao quarto. Parou ao lado da escrivaninha e escreveu um bilhete para a professora, separou algumas notas para as despesas do passeio escolar e puxou um caderno “escondido” de debaixo do sofá. Endereçou o envelope de um cartão de aniversário e começou uma lista de supermercado. Colocou ambos ao lado da bolsa.

Mamãe então lavou seu rosto, passou loção hidratante noturna e creme anti-rugas, escovou os dentes e lixou as unhas.

Papai chamou: “Pensei que você ‘tava indo p’ra cama”. “’Tou indo”, ela respondeu. Mas aí ela foi colocar água na tigela do cachorro e colocar o gato para fora. Depois verificou se as portas estavam trancadas e se a luz da varanda estava acesa. Deu uma olhada em cada filho, desligou luzes e som, pendurou uma camisa, apanhou algumas meias sujas e teve uma breve conversa com o filho que ainda estava acordado fazendo o dever de casa.

Já no seu próprio quarto, ajustou o despertador, escolheu as roupas para vestir no dia seguinte e colocou o celular para carregar. Lembrou-se de mais três coisas para adicionar à lista das coisas mais importantes para fazer. Parou para orar e procurou visualizar as suas metas para o dia seguinte sendo realizadas.

Mais ou menos nesta hora, Papai desligou a TV e avisou a ninguém em particular. “Vou p’ra cama”. E foi… sem pensar em mais nada.

Há algo extraordinário aqui? Você já parou para pensar porque as mulheres vivem mais…? É PORQUE ELAS FORAM FEITAS PARA DURAR… (não podem morrer antes, porque têm mais coisas para fazer!!!!)

Mande isto para algumas mulheres fenomenais hoje… Elas irão lhe amar. Acabo de fazer isto. E AÍ, VÁ P’RA CAMA!!!

(Término, na Versão para os Homens)
Mande isto para alguns maridos fenomenais hoje… eles amarão suas esposas ainda mais! Acabo de fazer isto.

VOCÊ AÍ, NO SOFÁ: AJUDE SUA MULHER ANTES DE IR P’RA CAMA!"


Depois de ler esse texto tão realista e condizente com a rotina feminina, é que percebi que pelo menos, 85% das Mulheres são Maravilhas, são elas: donas de casa, mães, estudantes, profissionais, , guerreiras, batalhadoras, sonhadoras, determinadas e mulheres acima de tudo... Eu que sem perceber me encaixo dentro desse contexto. Wow!! Me achei o máximo quando constatei isso, afinal qual a garota que curte super heróis que nunca se viu como mulher maravilha, ou pelo menos com super poderes?! Pois ser mulher nos dias de hoje, tem que ao menos ter super poderes... rsrsrsrs...
A liga da justiça que me aguarde... kkkkkkkkkkkkkk...

Namastê!!
Axé!!
Allice.

sábado, 25 de julho de 2009

3 x 4 _ Perto Demais (CLOSE)


Ontem me toquei porquê as pessoas detestam as suas fotos 3x4. Por incrível que possa parecer, não é o fato de nos sairmos mal na foto, mas pela sensação desconfortável que a lente da câmera dá quando estamos em close. E por mais que tentemos nos arrumar em frente ao espelho para sairmos bem na foto, a coisa se complica mais, pois a sensação de desconforto continua ali.
É a mesma sensação quando alguém, que não temos nem intimidade e nem interesse de tê-la com aquele indivíduo e em determinadas situações não queremos partilha-la com ninguém, insiste em se aproximar demais, insiste em saber demais, é a dita sensação do close, a sensação de invasão de privacidade, de que aquele desconhecido enxergou algo de errado, alguma imperfeição. Entretanto, só temos essa sensação com as fotos 3x4, pois com outro tipo de fotografia em bem diferente!!
Não que necessariamente uma foto 3x4 revele os seus maiores defeitos, ou os seus segredos mais íntimos. Com tudo, naquele breve instante, o momento de encarar o espelho para a famosa "ajeitada", lembramos das falhas físicas e que logo mais quando chegamos em casa nos deparamos com o nosso espelho pessoal e nos questionamos, será que alguém percebeu?
É incrível como muitos fogem dos seus espelhos pessoais, fogem de encarar e admitir as suas falhas, os seus deslizes... Sincera mesmo é a bruxa má da Branca de Neve que encara o seu espelho pessoal diariamente e com certeza não se sentiria nenhum pouquinho preocupada ou complexada com uma foto 3x4.
A Perfeição
O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição. (Clarice Lispector)
Pois é, eu tive que encarar o meu espelho pessoal, a foto 3x4!!
Axé!
Namastê!
Allice.

sábado, 18 de julho de 2009

Música, minha filosofia, a minha terapia, o meu trabalho, o meu prazer...


Tem coisa melhor nesse mundo do que dormir, acordar, dar seqüência a rotina e andamento as coisas ouvindo música?
Muitos têm uma trilha sonora para cada momento da vida, tem músicas que marcam momentos importantes, tanto que em certos momentos ouvem e lembram automaticamente de uma situação, de uma pessoa. Eu iria achar o máximo saber que alguém tem lembranças de mim através de uma música, triste seria se a escolha da música não condizesse com a minha pessoa, bem quanto ao gosto vai de cada um não é, fazer o que!?
Quando não estou bem, eu ouço música; Quando estou mal, ouço música; Se saio para resolver qualquer coisa na rua, eu ouço música; Se preciso relaxar, eu ouço música; Se preciso trabalhar, eu ouço música; Se preciso estudar, por incrível que pareça, eu ouço música... Posso afirmar que a música movimenta a minha vida, dá alma pra ela, entende?
O ritmo, a harmonia, a letra, a composição do todo. Muitas contam história, emocionam, são usadas como protesto, são declarações de amor, um lamento, algumas não deixa parar no lugar, outras você chega a senti-lá através das batidas do seu coração...
Música é isso, o todo e o tudo ao seu redor, pois em tudo tem música. No cantar do galo e dos pássaros ao amanhecer, no vento que assobia aos seus ouvidos, no chacoalhar das chaves no carro ou na bolsa, das primeiras palavras do bebê, no cantar do grilo ao cair da noite e principalmente no silêncio dentro de nós quando resolvemos parar pra pensar e meditar um pouco sobre nós mesmo. É! No silêncio também existe música, a música dos nossos pensamentos, da nossa consciência falando conosco, sonhos, desejos, a nossa música interior que somente nós conhecemos e aqueles que um dia conseguem ser tão próximos que chegam até mesmo a nos desvendar.
Quer um conselho?
Ouça mais música, ela é uma ótima terapia, tenha certeza que depois de uma seção musical muita coisa pode mudar, mudar para melhor tenha certeza!!
Axé!
Namastê!
Que Deus abençoe a todos!

Allice.

sábado, 11 de julho de 2009

Encontros e Desencontros, Encantos e Desencantos

Muitas vezes cremos encontrar o príncipe encantado, a perfeição em pessoa, a tampa da nossa panela e deixamos de observar e entender que quando se trata de ser humano não existe perfeição, não existe mortal sem um reles defeito que seja.
Entretanto insistimos em nos cegar e deixamos de buscar o melhor, quando me refiro em “melhor” digo não só o melhor em outrem, mas também o melhor em nós mesmos, afinal o companheiro que vier a estar do nosso lado irá contribuir de alguma maneira nas nossas vidas e por que não tentarmos encontrar essa outra parte, esse outro complemento imaginando de que maneira as virtudes e por que não os defeitos também nos contribuiriam de maneira construtiva. Em muitos casos nos encontramos no outro apesar de muitas vezes nos perdermos desse outro no decorrer da nossa estrada e todo o encantamento da descoberta de nós mesmos no outro se desfaz a princípio com a perda e nos perdemos nessa mesma estrada, para nos reencontrarmos mais a frente na bifurcação com outro caminho e em muitos casos com outro alguém.

Em Busca Do Outro (Clarice Lispector)
“Não é à toa que entendo os que buscam caminho. Como busquei arduamente o meu! E como hoje busco com sofreguidão e aspereza o meu melhor modo de ser, o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho. Eu que tinha querido O Caminho, com letras maiúsculas, hoje me agarro ferozmente à procura de um modo de andar, de um passo certo. Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores, o atalho onde eu seja finalmente, eu, isso não encontrei. Mas sei de uma coisa: meu caminho não sou eu, é outro, é os outros. Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada.”


Allice.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Saudade Que Ficou...


Que saudade de você meu pai!

Essa dor que nunca passa, essa ferida que nunca sara, esse rio de lágrimas que nunca seca...
Já fazem vinte anos e me parece que foi ontem que você saiu por aquela porta feliz para o seu labor e nunca mais voltou,
Nunca mais ouvi os teus gritos avisando que chegou, as tuas gargalhadas, os teus gestos de carinho, de amor...
Nunca mais aquela conversa de amigo, as histórias da época que era jovem, criança, com os seus irmãos, a avó Maria e o meu avô.
Nunca mais o cheiro da terra, do orvalho da manhã na fazenda, as corridas a cavalo no terreiro, ordenhar a vaca no curral com o caseiro, pescar os maiores peixes na semana santa no tanque lá de baixo da fazenda e trepar no umbuzeiro para chupar umbú.
Esse vazio que nunca acaba e a vida que segue às vezes sem quê nem pra quê.
A morte, a perda, as despedidas, sãos as coisas mais naturais que existem na vida, na passagem humana pela vida material. Entretanto nunca estamos preparados para elas quando as mesmas acontecem e quando acontecem à dor nos toma, nos doma e nos arrasta para esse quarto pequeno, frio, vazio, escuro e que nos coloca apavorados diante do estranho e do desconhecido. Perdemos as forças e a vontade de levantarmos daquele chão e apenas o nada domina.
Dizem “para nós o tempo é o melhor remédio, afinal desde o momento em que saímos do útero materno e choramos por sentir arder os pulmões estamos morrendo aos poucos, logo morrer é natural”. Pode até ser, mas todo esse turbilhão de sentimentos que ficam para trás são muito difíceis de lhe dar. Bem, fora esse turbilhão ficam sim, as lembranças, os cheiros, os gostos, tudo que aqui fica de bom é o que têm a lembrar e guardar.
Esteja onde estiver, seja como for, se existem outras vidas, eu só sei que esse sentimento de amor que sinto pelo Sr. Meu Pai não acaba, nunca. E realmente espero que exista uma outra vida para que possamos nos reencontrar e começar tudo de novo.
EU TE AMO!! SAUDADES ETERNAS!!!
Axé!
Namastê!
Que Deus, os anjos, os amigos espirituais... Estejam tomando conta do Sr.!!!

Graziela Pinheiro (Allice)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ontem eu descobri que conheço um anjo!!


Pois é, sempre acreditei em anjos e nas coisas boas que ele nos trás, mas nunca imaginei que tinha um tão pertinho de mim.
Há pouco tempo atrás me sentia cabisbaixa, insegura, frustrada, um tanto sem rumo, sei lá... E a coisa aconteceu mais ou menos como à letra dessa música da Banda Eva:
“Anjo

Acredita em anjo?
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansada
Cantar pra você dormir
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo o momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja
Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu “amor”.

Fiquei surpresa quando ele apresentou-se a mim como UM ANJO, afinal anjos não se apresentam. Entretanto, eu acreditei quando ele assim o fez. O conheço há, deixa eu ver quanto tempo, acho que fazem uns 20 anos, vivemos muitas coisas bacanas juntos, mas nunca me passou pelos meus pensamentos, pelos meus sonhos que ele pudesse ser UM ANJO. Naquele momento de revelação me senti um ser abençoada, pois depois de toda a tempestade que havia passado e de algumas grandes ondas que ainda estou tendo que superar. A sensação que tenho quando estou ao lado do “meu anjo” é de sossego, bem estar, cumplicidade, companheirismo e principalmente me sinto feliz.
Não sei se o terei por muito tempo ao meu lado, afinal acontece às vezes de nós mesmos nos afastarmos dos nossos anjos de guarda por atitudes não muito legais. Com tudo, enquanto eu o tiver por perto partilharei o melhor de mim com ele, aprenderei o que ele tem a me ensinar, pois sei o quanto ele é inteligente, sagaz, seguro, tranqüilo nas decisões que toma e em tudo o que faz.
Ah! Ao final da música se fala de amor, mas entendamos bem, não só existe um tipo de amor, existem várias formas de amor e de amar. Portanto sendo ela qual for é válido vivenciar, curtir, aproveitar as chances que o destino nos dá. E nesse caso aí é uma letra de música não fui eu quem escreveu, só citei essa porque ela em si descreve o “meu anjo”.
Obrigada ANJO por me fazer sorrir e me sentir bem, sossegada comigo mesma!
Espero estarmos pertos um do outro sempre.
Um beijo ao "meu anjo"!!!
Axé!
Namastê!
Deus abençoe a todos!

Allice

quinta-feira, 4 de junho de 2009

"Ser ou não ser" WERTHER de Goethe?!?

Livro de GOETHE - Os sonhos do jovem Werther pag. 23
22 de maio
"Que a vida humana é apenas um sonho outros já disseram, mas também a mim esta idéia persegue por toda a parte. Quando penso nos limites que circunscrevem as ativas e investigativas faculdades humanas; quando vejo que esgotamos todas as nossas forças em satisfazer nossas necessidades, que apenas tendem a prolongar uam existência miserável; quando constato que a tranquilidade a respeito de certas questões não passa de uma resignação sonhadora, como se a gente tivesse pintado as paredes entre as quais jazemos presos com feições coloridas e pespectivas risonhas - tudo isso, Guilherme, me deixa mudo. Meto-me dentro de mim mesmo e acho aí um mundo! Mas antes em pressentimentos e obscuros desejos que em realidade e ações vivas. E então tudo paira a minha volta, sorrio e sigo a sonhar, penetrando adiante no universo
Que as crianças não sabem o porquê de desejarem algo, todos os pedagogos estão de acordo. Mas que também homens feitos se arrastem como crianças, titubeando sobre a face da terra, e, exatamente como elas, não saibam de onde vêm e para onde vão, até mesmo que não têm um fim determinado para suas ações, igualmente governados por biscoitos, balas e chibatas, ninguém faz gosto em acreditar. Quanro a mim, parece-me que não há realidade mais palpável do que essa.
Concordo de boa vontade, até porque sei o que vais me dizer a respeito disso, que são exatamente essas as pessoas mais felizes. Essas mesmas que, como as crianças, vivem o dia-a-dia sem pensar no futuro, arrastam suas bonecas por aí, vestem-nas, despem-nas, e volteiam cheias de respeito diante da gaveta onde mamãe chaveia os bombons, e quando logram êxito, enfim, fazendo com que ela os dê, devoram-nos estufando a boca e gritando: Mais!... Sim, estas é que são criaturas felizes! A coisa também vai bem para aqueles que dão um título imponente para sesu trabalhos vagabundos, ou até para os seus sofridmentos, e os descrevem como obras gigantescas feitas em prol da salvação e da prosperidade do gênero humano... Feliz daquele que consegue proceder assim! Mas aquele que reconhece em sua humildade onde tudo isso vai parar, quem vê quão gentil é o burguês ao ornamentar seu jardinzinho e elevá-lo a categoria e paraíso; quem tem noção de como o infeliz se arrasta infatigável pelo caminho, sob seu fardo, interessado apenas em contemplar por um minuto a mais a luz do sol - este, asseguro, também é tranquilo e, ao construir um mundo dentro de si, é feliz do mesmo jeito por ser humano. E então, por mais limitado que esteja em seus movimentos, ele mantém no coração a doce sensação de liberdade, sabendo que poderá deixar o seu cárcere quando quiser".
É engraçado como nós lemos alguns livros e só o entendemos, o reconhecemos, e muitas das vezes nos reconhecemos nessa leitura quando o folheamos uma segunda vez, o momento que estamos vivendo na nossa vida também vai dar um sentido particular àquela leitura!
Acho que mais ou menos há um ano atrás fui a uma feira de livros, coisa que eu amo, estava com pouco dinheiro e decidi optar por um pocket, olhei, olhei e me deparei com um livro, O Sofrimento do Jovem WETHER de GOETHE, um clássico na literatura alemã. Fiquei curiosa, afinal já tinha ouvido falar bastante desse livro, como boa romântica que eu sou... Decidi levar, o lí, fiz algumas anotações como normalmente costumo fazer quando leio algum livro, porém naquele momento a leitura me emocionou, mas ainda não me identifiquei tão por inteiro.
Passado esse tempo, com mais tempo livre do que gostaria resolvi por relêr Wether, e que surpresa a minha o quanto a identificacão nesse momento parece uma descrição de muitos dos meus pensamentos, confusões, impressões. Com tudo, Esse trecho do livro que citei mais acima me desenhou através das palavras dele, é como comenta o autor no rodapé da página, "Nesse trecho ele aborda o tema central do romance. Wether é uma vítima inconformada da limitação humana, que espira ao infinito e sempre volta a bater em suas próprias fronteiras". Ou seja, me encontrei num personagem irremediavelmente sonhador, romântico e que ao mesmo tempo tem todas as bases de informação para contestar a realidade, a velha e dura realidade.
Penso que ninguém é o obrigado a deixar de sonhar para viver a realidade, colocar a vida pra frente, ser firme nas decisões como na vida também.
Acredito que o homem sem o sonho, um sonho, este já morreu e ainda não sabe!!!
Axé!
Namastê!
Deus abençoe a todos!

Allice.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A roda gigante da vida

O que fazer se tudo parece já estar em seu devido lugar e só a gente que parece estar fora de todos os lugares e não consegue se encaixar em nada. Acho que não tenho feito o suficiente para que as coisas voltem a se encaixar, que não seja como era antes, mas que se encaixem.
É difícil reconstruir, mais ainda quando parece que o peso do mundo inteiro está sobre as suas costas. Mas ai percebemos que não estamos sós nesse mundo louco, onde tudo são ciclos, em um momento estamos no topo da roda gigante e quando lá no alto esquecemos que à qualquer momento ela vai girar e vai descer, faz parte do curso natural das coisas, afinal somos testados o tempo inteiro pela vida e muitas vezes nos colocamos em teste e não percebemos. E por ironia as situações onde nos colocamos em teste são as que mais reprovamos!
Jogamos a semente sem perceber num solo fértil, não nos importamos se ela é boa ou ruim, falamos um monte de coisas, fazemos um monte de coisas sem pensar e dizemos “Ah! Depois eu assumo as conseqüências.”, bobagem! Esquecemos que dentro de relações, sejam elas quais forem, tudo tem o seu peso e a sua medida, a roda gira e é assim que as coisas se encaixam, porém tudo dentro de um determinado tempo, não o tempo que gostaríamos que o fosse.
“Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. Com ele ia subindo a ladeira da vida. E, no entretanto, após cada ilusão perdida... Que extraordinária sensação de alívio!” (Mário Quintana)
A verdade, o ideal é estarmos preparados para os altos e baixos, principalmente com o baixos.
Axé!
Namastê!
Fica com Deus!

Allice.

sábado, 2 de maio de 2009

Adoro essa sua timidez!


Timidez
Cecília Meirelles


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...


— mas só esse eu não farei.


Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...


— palavra que não direi.


Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,


— que amargamente inventei.


E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...

Pra mim é um paradoxo comentar sobre timidez, pois não sou nada tímida. Porém á alguns dias tenho vivido uma situação onde tenho tentado lhe dar com ela, ou melhor, supera-la, mas sem ultrapassar os limites que me acercam, logo a timidez parte de uma outra parte que não sou eu, parte essa que não possuo nenhum tipo de controle.
É interessante perceber no olhar do outro a vontade, o desejo daquilo que está logo ali a sua frente, porém os entraves da timidez e às vezes até a insegurança impedem de alcançar o objeto desejado, mesmo que esse esteja entregue e desejoso do mesmo.
Me sinto fascinada por essa sensação a qual desconheço, mas que confesso não faço a mínima idéia como lhe daria com ela. Já vivi e posso ainda vivenciar situações onde eu possa ficar desconcertada, o que ainda não se compara a situação de um tímido! Então me encho de receios por não saber se posso dar o passo à frente, se não estou negligenciando o espaço do outro, se estou sendo afoita, se o outro não está me vendo como uma falastrona sem controle ou pior que eu esteja querendo demais para o que está sendo ofertado...
Eu só sei de uma coisa, a sua timidez pra mim é um charme e me deixa muito mais encantada por você, pois como já lhe confessei, sempre ouve a curiosidade e em parte foi pela sua linda e doce TIMIDEZ caro Pimentinha.
Hoje me despeço de uma maneira diferente, me despeço para alguém em especial...
Beijos, encantador pimentinha!
E o se existe "um" desejo, então que ele seja "realizado"!


Allice

sábado, 18 de abril de 2009

Desabafo...

Essa é a melhor descrição de como estou me sentindo nesse momento com o rompimento de um relacionamento que acreditei cegamente, tão cegamente que em nenhum momento imaginei a possibilidade do fim dessa relação, pior, nunca imaginei que um homem que se dedicava tanto a mim, a nós, pudesse romper e no dia seguinte declarar estar com outra pessoa.
“Parece que alguém te chuta no estômago. Parece que o coração parou de bater.
Parece que nem todo o ar do mundo é suficiente, pois a todo o momento você se sente sufocada, asfixiada, não consegue respirar direito.
Parece com um daqueles sonhos, aquele em que você está caindo de um precipício e que tenta acordar antes de cair no chão, mas tudo está fora do seu controle e você não confia mais em nada ou em alguém, ninguém é mais o que diz ser. A sua vida muda para sempre e a única coisa aproveitável nessa experiência terrível é que ninguém vai conseguir te magoar tanto assim outra vez.”
Os amigos tentam levantar o seu moral dizendo o quanto você é bonita, legal, inteligente, interessante e você só consegue se sentir uma incompetente, uma incapaz de fazer a pessoa que você mais ama mais se importa e mais quer ver feliz e realizado.
O lado racional grita, “Reaja, você não vai morrer por causa dele, olhe as pessoas ao seu redor que realmente se importam com você e que realmente te amam. Você tem um filho lindo que é uma benção em sua vida, precisa ir em frente. Se ame, se valorize e viva, pois é isso que ele está fazendo nesse exato momento, vivendo a vida dele, com outra pessoa”.
Mas aí vem o emocional que nesse exato momento me domina por inteiro e me traz as boas lembranças, me traz o cheiro dele nos meus lençóis, as músicas que ouvíamos juntos, quando eu ia até a cozinha preparar algo gostoso para agradá-lo, e quando chega à noite aquele espaço infinito da nossa cama vazia, fria, triste, sem nós dois.
Quem sabe um dia a ciência inventa uma fórmula, uma pílula que nos ajude a apagar a esquecer e arrancar essa dor que nos maltrata e nos corroe aos poucos como tortura, um massacre com requinte de crueldade.
Me despeço hoje ainda ferida, magoada, estraçalhada como uma taça de cristal que se quebra e não se tem como colar os cacos. Sei que vai demorar a sair desse chão com as feridas curadas e fechadas, pois sei que essa história tinha uma importância indizível para mim, mas tenho fé que conseguirei.
Obrigada aos meus amigos e principalmente, ao meu filho, pois sem eles não teria suportado nenhum dia!!!
Axé!!
Namastê!!
Deus abençoe a todos!!

domingo, 12 de abril de 2009

A Procura da Felicidade


Muitos se questionam o que é necessariamente “FELICIDADE”? O que é preciso fazer para obtê-la? O quanto ela é palpável e alcançável?
Que coisinha difícil de se conquistar e mais ainda de se manter, coisa que cá para nós, eu não acredito ser eterna!
Vivenciamos momentos de êxtase, de prazer, acreditando que a felicidade está contida nesses grandes momentos e não percebemos como é simples degusta-la diariamente em pequenos instantes, pequenos detalhes, pequenos gestos. Como por exemplo: dormir e acordar ao lado de quem se ama; cozinhar para quem se gosta; rir da bobeira do outro do filho, do irmão, do marido, do namorado; ouvir música com quem se gosta, sem distinção de quem seja; ir até a locadora e passar meia hora confabulando e tentando chegar num acordo de qual filme pegar para aquela famosa sessão de cinema. Enfim, valorizar o que temos de melhor diariamente.
Às vezes acreditamos estar apostando a nossa felicidade em algo tão concreto e rijo quanto à muralha da China e na verdade este “algo” não passa de um castelo de cartaz que qualquer brisa o desfaz ou um castelo de areia que fatalmente as ondas, as marés destruirão sem o mínimo de cerimônia. Então nos vemos cair num precipício sem fim, perdemos o chão, o fôlego, a fé, a esperança, e só rezamos para que o fundo chegue logo para que o inevitável aconteça, nos machucarmos.
Infelizmente ou felizmente a dor faz parte dessa trilha que temos que percorrer a procura da felicidade. Como citei anteriormente em outra postagem numa crônica do Rubem Alves – A Pipoca, “É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!”.
E que assim seja, passemos pela dor e que possamos nos permitir senti-la para mais a frente levantarmos sem mágoas, feridas abertas, ou seja, resolvidos com nós mesmos e prontos para o que vem de bom pela frente, prontos para a FELICIDADE. Pois depois de tanta dor, batalha e sofrimento, merecemos, pois somos filhos de Deus, é ou não é?!?
Axé!!!
Namastê!!!
Que Deus abençoe a todos!!


Allice.

terça-feira, 31 de março de 2009

A Pipoca

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-mo a algo que poderia ter o nome de ‘culinária literária’. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A festa de Babette, que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como ‘chef’. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo - porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela.

Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos, são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblê baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblê...

A pipoca é um milho mirrado, sub-desenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblê? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! - e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. ‘Morre e transforma-te!’ - dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-pesquisador da UNICAMP, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas ‘piruá’ é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: ‘Fiquei piruá!’ Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: ‘Quem preservar a sua vida perde-la-á.’ A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira... (O amor que acende a lua, p. 59.)


Rubem Alves

quarta-feira, 25 de março de 2009

Igreja Católica, instituição religiosa, política ou judiciária?

Há alguns dias atrás surgiu mais um caso, um dos milhares que acontecem no dia-a-dia do nosso país, de abuso sexual contra uma menina de 9 anos no estado de Pernambuco, em conseqüência desses abusos a garota engravidou de gêmeos. A justiça, como está previsto em Lei nos casos de estupros e mais ainda nesse caso de abuso de menor, que até a vigésima semana de gestação seja feita a intervenção da mesma. O arcebispo de Pernambuco condenou a decisão da justiça excomungando todos os envolvidos no caso, tanto da parte da justiça e principalmente os profissionais médicos que participaram da cirurgia e dos procedimentos médicos necessários para que a menina não corresse mais nenhum risco de vida. Entretanto em nenhum momento manifestou-se no sentido de excomungar o criminoso que destruiu a inocência de uma criança e todo um futuro que essa menina tem pela frente.
Então eu como batizada dentro da igreja católica, que fiz a primeira eucaristia e crismada, que um dia gostaria de casar na igreja, assisto a uma barbárie dessas, pois em minha opinião alguém que comete esse tipo de crime não é um ser humano, mas sim um animal que deve viver enjaulado e tratado como tal, já que não demonstra nenhum equilíbrio para conviver em sociedade.
Hoje tenho como crença a espiritualidade, creio na reencarnação e nos carmas que podemos acumular nessas idas e vinda. Dentro do que conheço em todas as religiões e crenças possíveis tirar a vida, seja ela em que estágio seja não importa, é crime dentro das leis espirituais, pois cada um tem o seu livre arbítrio para fazer do seu destino e escolher os caminhos que quiser e assim o é em sociedade, preservando e respeitando, é claro, o limite entre você e o próximo, preservando o respeito e os valores, os seus e de quem estiver ao seu lado ou do outro lado do mundo, não importa. Tem um ditado que diz que se uma pedra e jogada de um lado do rio poderá chegar do outro lado como uma onda gigante, ou seja, tudo que eu faço aqui vai afetar certamente o próximo.
Contudo acredito também numa sociedade justa onde se respeite ainda limites e valores, pois só faltou se dizer que a culpa do ocorrido foi da menina que deu liberdade para esse monstro!
Respeito toda e qualquer religião, desde que, se respeite o ser humano e essas instituições compreendam que tudo é mutável, logo a evolução é natural, principalmente quando se trata de ser humano. “Deus disse: Faço do homem a minha imagem e semelhança”, ou seja, justo, piedoso, carinhoso, paterno e materno, porque em Deus está contido o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não acredito nesse Deus carrasco, frio, prepotente, injusto e indiferente que não leve em consideração os sentimentos do seu filho tão amado e colocado nesse mundo com tanta atenção e carinho. Se Deus é tão opressor, tirano, déspota que tanto pitam por ai, por que ele nos deu o poder da livre escolha, do livre arbítrio, por que diariamente ou semanalmente não nos envia as ordens e desmandos a serem seguidos e regiamente seguidos, pois se não?!!!...
O que falta para essa sociedade dos dias de hoje é coerência, sensibilidade, respeito pelos valores, pelos limites (o meu termina onde o seu começa) e principalmente a impunidade e a tolerância exacerbada em certos casos, logo a igreja não está nenhum pouco longe de fatos semelhantes a esse, pois muitos dos seus respondem a processos na justiça por abuso de menor, meninos ou meninas não importam o gênero. Inclusive nos EUA, essa mesma igreja, os templos veem sendo fechados, veem perdendo força e fieis por causa desses tipos de processo de abuso.
Esse caso é importante para que a sociedade discuta, reflita e chegue as suas conclusões, pois ninguém está livre de viver algo parecido, afinal “somos todos iguais perante Deus”.
Axé!!
Namastê!!!
E que Deus abençoe a todos nós!!!



Allice.

O que será o amanhã? Responda quem puder.

O que será o amanhã?
Essa é a pergunta que deveria estar rondando a mente dos pais de hoje, dos responsáveis pelas gerações futuras, os responsáveis por essas sementes que são lançadas em um solo tão martirizado e denegrido que pede socorro para que não nos arrependamos pelo que vem pela frente.
A permissividade, a omissão, o comodismo e a cegueira, porque os responsáveis pelo o que ocorre de ruim nunca é o nosso rebento, mas sim o dos outros. Parece ridículo, mas é a realidade de pais que vivem para o bem material e pelo bem material que esquecem que faz parte da educação, AMOR, CARINHO, ATENÇÃO, NÃOS... É isso mesmo! Nãos também fazem parte, melhor colocando, são essenciais na educação de um futuro homem ou mulher de bem.
Nós pais, eu devo me incluir nisso, afinal não estou imune a cometer excessos e falhas na criação do meu filho. Entretanto tenho visto absurdos nos telejornais, como por exemplo: aluno agredindo professores e pais apoiando ou mesmo agredindo com os seus próprios punhos os educadores dos seus filhos e colegas de turma. Quando me refiro, “educadores dos seus filhos”, não estou sendo radical não, os pais dos dias de hoje acreditam que a obrigação da escola é de receber um monstrinho e que devolvam um anjinho, acreditam que um professor tem a obrigação de ensinar ao seu filho que ele não deve xingar, que por educação deve-se dar bom dia! Boa Tarde! Boa noite! Que não se deve quebrar as coisas dos outros quando se faz visita a alguém, que pedir desculpas não é um sinal de fraqueza e sim de um mínimo de educação que se recebeu em casa, principalmente quando se trata de alguém mais velho; Hoje em dia dizer não para a criança é sinal de trauma, então ela passa a acreditar que pode tudo, inclusive botar fogo em mendigo ou espancar uma empregada doméstica, trabalhadora, só por diversão, porque não se tem nada para fazer, espancar alguém que tenha opção sexual diferente da sua; Crianças se drogando, traficando aos dez, doze anos de idade ser presa por assalto à mão armada e diante de uma juíza pela décima oportunidade, talvez, e dissimular prometendo que não fará aquilo novamente sendo que não acontecerá dessa forma; Pais se omitem diante da sexualidade do filho abrindo mão de conversas francas e esclarecedoras, permitindo gravidez na adolescência, as meninas perdem a sua juventude cuidando da sua mais nova “bonequinha”, isso quando não assume o bebê como seu próprio filho, enquanto o menino que a engravidou não se sente responsável e nem os adultos responsáveis por ele o obrigam a assumi-la, os pais da garota ou do garoto assumem a parte financeira e tudo fica por isso mesmo; Caramba, eu poderia ficar horas e horas desenrolando esse novelo de problemas gigante, mas isso tudo é tão deprimente que deixaria de muito baixo astral para continuar!
O que me impressiona é o fato que nos dias de hoje temos acesso a tanta informação, tanta liberdade entre pais e filhos inclusive de se embebedarem juntos não é mesmo?! Os postos de saúde de bairros distribuem camisinha, todos os tipos de contraceptivo, pílula do dia seguinte, todo o tipo de meio de comunicação mostra diariamente o quanto as drogas são nocivas... Enfim, o que os adultos e os que pensam que são adultos estão esperando para fazerem a sua parte, o que estão esperando para se responsabilizarem pela parte que os cabem e se aproximarem mais dos seus filhos?!
Essa selva que está ai fora está pronta para engolir qualquer um. Se pôs no mundo faça a sua parte, porque o mundo já está fazendo a dele. Eu tenho certeza que as crianças, os adolescentes de hoje em dia, os seus filhos, irão preferir confiar naquele que lhe dá amor, atenção, respeito, que lhe cobra responsabilidade, pois o que eles querem dos seus pais são apenas que eles sejam pais e depois disso serem seus amigos. Nunca esqueçam! Primeiramente pais, depois o resto.
Que tal deixarmos a escola fazer a parte de contribuinte cultural e de formação profissional dos nossos filhos e assumirmos a nossa parte de educadores, limitadores e pais carinhosos, atenciosos, dando assim oportunidade para que essa selva ai fora seja semeada, cultivada por sementes e futuros frutos de qualidade e conteúdo.
Que tal pararmos para pensar um pouquinho em qual é a nossa parte, como pais, nisso tudo!
Até a próxima!!
Axé!! Namastê!!


Allice.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eventuais Insanidades...KKKKKK...

Aracaju, 10 de janeiro de 2009.
02:31hs.

Parece um tanto tosco o que vou lhe contar hoje. Não tenho nenhum problema em ser mulher e acredito profundamente na força da mulher na história das civilizações. Porém, devo confessar que odeio sê-lo quando chega o período da TPM e principalmente quando se anuncia o ciclo menstrual, essa tortura mensal.
Para algumas em muitos casos isso passa desapercebido, mas no meu caso mais parece a junção de todos os sintomas mais incômodos de males mais corriqueiros como: a dor de cabeça e dor no corpo da gripe, de uma queda de pressão repentina em um dia de calor e sol forte, inchaço em todo o corpo deixando-nos extremamente sensíveis ao toque, e uma certa pitada de náuseas. O pior disso tudo é que no final desse carrossel dos horrores no final das contas passo alguns dias sangrando e acabo por sobreviver no fim das contas. É sabido que faz parte da natureza das fêmeas, mas precisava tanto sofrimento físico, isso sem contar na parte hormonal e psicológica.
Imagine você que se uma mulher que venha a responder algum tipo de processo de agressão ou homicídio, por exemplo, o seu advogado de defesa pode usar como argumento o fato dela estar no período de TPM e não responder pelos seus atos, pois cientificamente falando, as mulheres em sua maioria entram numa revolução hormonal nesse período chegando até mesmo podendo perder o controle dos seus próprios atos vindo a cometer até mesmo um crime.
Tudo parece normal, mas quando menos se espera houvesse gritos, reclamações, choros acompanhados às vezes de soluços, pronto, ela entra em depressão... Ai! Ai! Como é difícil ser mulher! Como é difícil dar uma de louca pelo menos uma vez por mês, porque é mais ou menos assim que me sinto em muitas das minhas TPMs. Um vulcão entrando em erupção, uma tsunami invadindo uma praia tranqüila ou coisa parecida.
Por outro lado essa doideira mensal é para nos preparar para o ato mais incrível que um ser pode fazer ato esse que só as fêmeas concebem gerar uma nova vida em seu ventre e dar continuidade ao que a natureza determinou. Só por esse motivo eu suporto tudo isso, pois foi a experiência mais incrível que vivenciei na vida, gerar um serzinho e depois de alguns meses ter uma nova vida em minhas mãos, diante dos nossos olhos como um passe de mágica.
Um filho, acontecimento único na vida de uma mulher! É uma pena que muitas delas não dêem valor a esse ato. Não se cuidando, não se prevenindo, usando camisinha, não fazendo teste de HIV ou preventivos de câncer, ignorando todos os contraceptivos disponíveis, colocando de maneira irresponsáveis vidas nesse mundo ou pior tirando essas vidas de maneira criminosa.
Não devo responsabilizar unicamente as mulheres, os homens contribuem bastantes para essas estatísticas, muitos tiram o time de campo quando a coisa fica feia. Vivemos numa sociedade com tanta informação, temos acesso a tudo e mais um pouco gratuitamente...
Percebeu o que uma menstruação pode fazer não é!? Eu comecei a falar do incomodo dela e de repente já adentrei em outro assunto e... Aff! Que loucura mesmo heim!
Acho melhor me despedir por aqui antes que desate a falar mais bobagem.
Adios por hoje!


Allice.

O QUE SERÁ DA ESPERANÇA DO AMANHÃ?!?


Aracaju, - de janeiro de 2009.


O que será o amanhã? Responda quem puder.
Essa é a pergunta que deveria estar rondando a mente dos pais de hoje, dos responsáveis pelas gerações futuras, os responsáveis por essas sementes que são lançadas em um solo tão martirizado e denegrido que pede socorro para que não nos arrependamos pelo que vem pela frente.
A permissividade, a omissão, o comodismo e a cegueira, porque os responsáveis pelo o que ocorre de ruim nunca é o nosso rebento, mas sim o dos outros. Parece ridículo, mas é a realidade de pais que vivem para o bem material e pelo bem material que esquecem que faz parte da educação, AMOR, CARINHO, ATENÇÃO, NÃOS... É isso mesmo! Nãos também fazem parte, melhor colocando, são essenciais na educação de um futuro homem ou mulher de bem.
Nós pais, eu devo me incluir nisso, afinal não estou imune a cometer excessos e falhas na criação do meu filho. Entretanto tenho visto absurdos nos telejornais, como por exemplo: aluno agredindo professore e pais apoiando ou mesmo agredindo com os seus próprios punhos os educadores dos seus filhos e colegas de turma. Quando me refiro, “educadores dos seus filhos”, não estou sendo radical não, os pais dos dias de hoje acreditam que a obrigação da escola é de receber um monstrinho e receber um anjinho, acreditam que um professor tem a obrigação de ensinar ao seu que ele não deve xingar, que por educação deve-se dar, bom dia! Boa Tarde! Boa noite! Que não se deve quebrar as coisas dos outros quando se faz visita a alguém, que pedir desculpas não é um sinal de fraqueza e sim de um mínimo de educação que se recebeu em casa, principalmente quando se trata de alguém mais velho; Hoje em dia dizer não para a criança é sinal de trauma, então ela passa a acreditar que pode tudo, inclusive botar fogo em mendigo ou espancar uma empregada doméstica, trabalhadora só por diversão, porque não se tem nada para fazer, espancar alguém que tenha opção sexual diferente da sua; Crianças se drogando, traficando aos dez, doze anos de idade ser presa por assalto à mão armada e diante de uma juíza pela segunda vez e dissimular prometendo que não fará aquilo novamente sendo que não acontecerá dessa forma; Pais se omitem diante da sexualidade do filho abrindo mão de conversas francas e esclarecedoras, permitindo gravidez na adolescência, as meninas perdem a sua juventude cuidando da sua mais nova “bonequinha”, isso quando não assume o bebê como seu próprio filho, enquanto o menino que a engravidou não se sente responsável e nem os adultos responsáveis por ele o obrigam a assumi-la, os pais da garota ou do garoto assumem a parte financeira e tudo fica por isso mesmo; Caramba, eu poderia ficar horas e horas desenrolando esse novelo de problemas gigante, mas isso tudo é tão deprimente que deixaria de muito baixo astral para continuar!
O que me impressiona é o fato que nos dias de hoje temos acesso a tanta informação, tanta liberdade entra pais e filhos inclusive de se embebedarem juntos não é mesmo?! Os postos de saúde de bairros distribuem camisinha, todos os tipos de contraceptivo, pílula do dia seguinte, todo o tipo de meio de comunicação mostra diariamente o quanto as drogas são nocivas... Enfim, o que os adultos e os que pensam que são adultos estão esperando para fazerem a sua parte, o que estão esperando para se responsabilizarem pela parte que os cabem e se aproximarem mais dos seus filhos?!
Essa selva que está ai fora está pronta para engolir qualquer um. Se pôs no mundo faça a sua parte, porque o mundo já está fazendo a dele. Eu tenho certeza que as crianças, os adolescentes de hoje em dia, os seus filhos, irão preferir confiar naquele que lhe dá amor, atenção, respeito, que lhe cobra responsabilidade, pois o que eles querem dos seus pais são apenas que eles sejam pais e depois disso serem seus amigos. Nunca esqueçam! Primeiramente pais, depois o resto.
Que tal deixarmos a escola fazer a parte de contribuinte cultural e de formação profissional dos nossos filhos e assumamos a nossa parte de educadores, limitadores e pais carinhosos, atenciosos, dando assim oportunidade para que essa selva ai fora seja semeada, cultivada por sementes e futuros frutos de qualidade e conteúdo.
Que tal pararmos para pensar um pouquinho em qual é a nossa parcela de contribuição como pais, nisso tudo?!
Até a próxima!!
Axé!! Namastê!!


Allice.